Encardenação

Brochura

Idioma

Português

Tradutor

Gianluca Giurlando

ISBN

978-85-67861-31-9

País

Estados Unidos

Considerado uma sequência não oficial de Fahrenheit 451

O livro

O futuro é um lugar sombrio no qual a população humana em declínio vaga pelas ruas, dopada e mantida calma pela euforia eletrônica. Trata-se de um mundo sem arte, sem livros e sem crianças, um mundo no qual as pessoas preferem ser queimadas vivas a suportar a própria existência. A vida humana começou a se desvanecer, tornando-se uma existência cheia de tédio e dormência, sob o domínio dos robôs que os próprios homens criaram. Spofforth, um androide de última geração que almeja o suicídio e é impedido pelo software com que foi programado, é o símbolo e o guardião do status quo. Sua existência se entrelaça com a de Paul Bentley — um professor universitário que, acidentalmente, redescobre os livros, os quais lhe deram a chance de aprender sobre a existência de um passado e lhe mostram a possibilidade de mudar — e a de Mary Lou, que, desde pequena, se recusa a tomar remédios, com o objetivo de manter os olhos bem abertos diante da realidade.

Nesse futuro, não há criatividade, os humanos passam por uma lavagem cerebral para que se tornem criaturas sem interesse por nada e sem capacidade de raciocinar, sem arte ou literatura. Suas vidas são vazias, privadas dos prazeres da existência. Uma espécie de existência infernal, em que até mesmo o prazer das relações sexuais foi, em boa parte, tirado das pessoas.

O imitador de homens é um romance assombroso, pleno de aflição, mas também capaz de celebrar o amor e a magia de um sonho. Uma distopia moderna acerca das inquietações da raça humana, em que a tecnologia desenfreada se transforma de recurso em perigo.

“Ambientado em uma época futura em que os robôs comandam um mundo no qual os humanos estão se extinguindo lentamente, este romance pode ser considerado uma sequência não oficial de Fahrenheit 451.”

San Francisco Chronicle

Olhei para as luzes dos prédios onde algumas pessoas ainda estavam sentadas assistindo à televisão. New York é muita calma, especialmente à noite, mas eu pensei em todas essas pessoas, naquelas vidas assistindo à televisão, e pensava: eles não sabem nada do passado, nem do passado deles, nem do passado de ninguém. Essa era uma verdade absolutamente óbvia, da qual eu sempre estivera ciente durante toda a minha vida. Mas aqui, à noite, sozinho no ônibus que me levava para o zoológico, eu senti toda a força desse pensamento e sua estranheza começou a tomar conta de mim.

“Graças à afirmação de valores humanos atemporais, como curiosidade, coragem e compaixão, junto com sua inegável potência narrativa, O imitador de homens se tornará um daqueles livros que as gerações vindouras redescobrirão periodicamente com maravilha
e encanto.”

The Washington Post

Resolvi sair de casa. Já era muito tarde. Não havia ninguém nas ruas e, apesar de New York ser, sem dúvida, uma cidade segura, eu me senti tenso e levemente assustado. Um pensamento fixo pairava na minha mente, não conseguia me livrar dele e estava determinado a não tomar um sopor. Parei um ônibus comandado pela mente e mandei que me levasse ao zoológico do Bronx. Eu estava sozinho no ônibus. Olhei pelas janelas enquanto ele ficava ziguezagueando o longo trajeto entre os bangalôs e os lotes vazios de Manhattan.

“Um conto moral que tem elementos de Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, Superman e Star Wars.”

Los Angeles Times Book Review

O corpo tinha sido criado com muito cuidado em um tanque de aço no que antigamente era uma fábrica de automóveis, em Cleveland. O resultado era perfeito: alto, poderoso, atlético, lindo. Era um homem negro no auge da vida, dotado de músculos impressionantes, pulmões e coração poderosos, cabelos pretos encaracolados, olhos claros, uma linda boca carnuda e mãos grandes e fortes.

O autor

Walter Tevis nasceu em São Francisco, em 1928. Aos 10 anos, acometido por uma grave doença reumática, viu-se obrigado a uma longa internação hospitalar. Enquanto isso, sua família se mudou para o Kentucky, deixando-o sozinho na cidade. O sentimento de abandono e a terapia dolorosa tornaram o hospital uma espécie de câmara de tortura. Quando recebeu alta, esse jovem frágil, tímido e desajeitado mudou-se para o Kentucky, onde encontraria sérias dificuldades de integração. Logo depois da escola, alistou-se na Marinha, ainda a tempo de passar dois anos na base de Okinawa, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, Walter conseguiu concluir o curso universitário, tornando-se professor de literatura numa escola de ensino médio. Walter Tevis sempre insistiu em definir suas obras não como ficção científica, mas como “ficção especulativa”, pois, ao descrever mundos futuros e paralelos, focava a atenção nos elementos psicológicos, e não nas inovações técnicas. Talvez por isso todas as suas obras, e não apenas as de ficção científica (campo no qual foi um dos representantes mais aclamados), ainda soem terrivelmente plausíveis e intensamente familiares. Seus romances foram traduzidos para mais de 18 idiomas. Tevis morreu em 1984.

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